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Obras de Aleijadinho abrem ciclo de exposições de 2018 do MASP
Obras de Aleijadinho abrem ciclo de exposições de 2018 do MASP

O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) inaugurou o ciclo de exposições de 2018 com uma mostra sobre o Aleijadinho neste mês de março. São mais de 50 obras que reúnem esculturas feitas pelo artista, além de fotografias, pinturas e mapas da região que contextualizam a história do mineiro que viveu entre os séculos XVIII e XIX.

Antônio Francisco Lisboa ganhou o apelido de Aleijadinho por causa de uma malformação que o obrigava a trabalhar, segundo a tradição, com as ferramentas amarradas às mãos. O artista, nascido em Ouro Preto (a antiga Vila Rica), ficou conhecido pelas esculturas em pedra, as talhas retabulares em madeira e imagens devocionais para altares de igreja, oratórios privados e procissões.

Além das obras do mineiro, a mostra conta com mapas da capitania de Minas Gerais, gravuras de viajantes do início do século XIX, que retratam o modo de vida e a paisagem nas minas de ouro, e obras de artistas que fazem referência à arte de Aleijadinho, como Alberto da Veiga Guignard, Henrique Bernardelli e Tarsila do Amaral.

A mostra Imagens do Aleijadinho faz parte do novo ciclo de exposições do Masp sobre histórias afro-atlânticas, ou seja, que unem a África às Américas. Ainda neste ano são esperadas mostras de Emanoel Araújo e Rubem Valentim.

O Masp está localizado no número 1578 da Avenida Paulista, na cidade de São Paulo. A exposição ficará disponível até o dia 3 de junho. O museu fica aberto de terça a domingo, das 10 às 18 horas. Na quinta-feira, o funcionamento se estende até as 20 horas. A entrada custa 35 reais (inteira) e 17 reais (meia).

 

Fonte: VEJA

 

 

 

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Bienal de Arte de São Paulo de 2018 terá ‘tema livre’
Bienal de Arte de São Paulo de 2018 terá ‘tema livre’

Na contramão das 32 edições passadas, a Bienal de Arte de São Paulo de 2018 não vai eleger um tema para estruturar a exposição. No lugar, o evento propõe uma soma de trabalhos individuais, exaltando a particularidade de cada artista e a compreensão pessoal dos espectadores frente às obras.

Segundo a curadoria da Bienal, a decisão é uma resposta a um “mundo de verdades prontas, onde a fragmentação da informação e a dificuldade de concentração levam à alienação e passividade” dos indivíduos. Os homenageados da edição, o guatemalteco Aníbal López, o paraguaio Feliciano Centurión e a brasileira Lucia Nogueira, também têm pouco em comum artisticamente, além do fato de terem morrido precocemente.

A 33ª Bienal de Arte de São Paulo estará aberta de 7 de setembro até 9 de dezembro de 2018 no Pavilhão Ciccillo Matarazzo do Parque Ibirapuera.

 

Fonte: VEJA

 

 

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Evento de abertura da exposição de Paulo Van Poser
Evento de abertura da exposição de Paulo Van Poser

por Paulo Varela

 

A Verve Galeria inaugura seu calendário expositivo de 2018 com “SÃO PAULO | VON POSER“, do artista plástico paulistano Paulo von Poser e curadoria de Ian Duarte Lucas. Planejada para as comemorações dos 464 anos de São Paulo, a individual contempla nove séries inéditas, perfazendo um total de vinte e seis peças – em técnicas distintas de desenho, acrílica sobre tela, instalação e objetos –, que desvendam a relação do artista com a cidade onde nasceu, onde vive e trabalha, e que representa sua maior inspiração ao longo de seus 35 anos de carreira. 

“Minha rua em São Paulo é um estranho assombro, sem casas nem vizinhos da frente, nem asfalto tem – a rua é de terra mesmo! Moro e trabalho literalmente no mato, no mais absoluto silêncio da natureza na periferia sul da cidade. Neste desenho me surpreendi com a presença de pessoas e o movimento desta rua deserta de onde saio todos os dias em busca da arte e da vida urbana”. A citação de Paulo von Poser se refere a “minha rua” (desenho em carvão e acrílica sobre tela), trabalho realizado na Riviera Paulista, às margens da Represa de Guarapiranga. “Ao conduzir o expectador por uma São Paulo muito pessoal, o artista aborda um conceito que permeia toda a sua pesquisa: a deriva, procedimento psicogeográfico proposto pelo escritor Guy Debord, representante do movimento situacionista, que tem como objetivo estudar os efeitos do meio urbano nos estados psíquico e emocional das pessoas. Ao registrar seus percursos, o artista se deixa conduzir pelo próprio ambiente urbano para produzir seus trabalhos, outro ponto de contato com os situacionistas, que propunham a abolição da noção de arte enquanto atividade especializada – sua superação viria pela transformação ininterrupta do meio urbano”, comenta Ian Duarte Lucas, curador da mostra.  

Em “vistas privadas” (desenho sobre papel, técnica mista), paisagens urbanas, como o bairro do Glicério, o Parque Dom Pedro e a Igreja da Boa Morte, são recriadas com os traços de Paulo von Poser. Na obra intitulada “vistas públicas“, são apresentadas cenas da cidade elaboradas com grafite e guache sobre papel. “A exposição toma ainda uma dimensão urbana literal, na medida que propõe atividades pela cidade ao longo de seus dois meses de duração. A obra “tempo livre” percorrerá espaços importantes de São Paulo para o artista, e será completada em aulas de desenho abertas ao público, simbolizando esta cidade que se constrói a cada dia em suas incontáveis histórias”, conclui o curador.

 

 

Fonte: Arteref / Paulo Varella

 

 

 

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Salgado é 1° brasileiro na Academia de Belas Artes da França
Salgado é 1° brasileiro na Academia de Belas Artes da França

Sebastião Salgado tomará posse nesta quarta-feira da sua cadeira na Academia de Belas Artes da França na cidade de Paris. O fotógrafo é o primeiro brasileiro a assumir um lugar na instituição e substituirá o francês Lucien Clergue, que morreu em 2014, aos 80 anos.

O setor de fotografia da Academia foi criado há dez anos e conta com outros três nomes, além de Salgado: Bruno Barbey, do Marrocos e Jean Gaumy e Yann Arthus-Bertrand, da França. Cadeiras de outros setores são compostas por nome como o estilista Pierre Cardin, o arquiteto Yves Boiret e até o diretor Roman Polanski, que possui acusações de ter estuprado uma atriz de 15 anos em 1972.

Criada em 1803, a Academia de Belas Artes é descendente das academias reais francesas do séculos XVII e é composta por 52 cadeiras. A instituição possui o objetivo de promover e desenvolver as heranças artísticas da França, apoiando a criação de seus membros e respeitando a liberdade de expressão.

 

 

Fonte: VEJA - Da redação 6 dez 2017, 14h33 - Publicado em 6 dez 2017, 11h58

 

 

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A artista colombiana Johanna Calle apresenta nova individual na galeria Marilia Razuk
A artista colombiana Johanna Calle apresenta nova individual na galeria Marilia Razuk

A artista colombiana Johanna Calle retorna à Galeria Marilia Razuk com a exposição Babel. Drawings by Johanna Calle, sua terceira individual no espaço. A mostra, que será inaugurada em 25 de março, traz um conjunto de 79 obras, divididas em três séries de trabalhos que integram sua produção mais recente: Minúsculas, Párrafos e Simbiontes.

Dona de produção ao mesmo tempo delicada e contundente, a artista, que participou da 31ª Bienal de São Paulo, em 2014, e da Bienal de Sydney, em 2016, tem expandido e transformado aquilo que se entende como desenho. Johanna faz uso de materiais inusitados como fios, ferro e malhas de arame e aço, aproveitando-se de técnicas como costura, perfuração e textos manuscritos e datilografados para a construção de uma série de imagens.

A artista cria desenhos significativos, que muitas vezes denotam vulnerabilidade, fragilidade, precariedade, resistência e transgressão. Trata-se de uma forma simples, delicada e densa de referenciar problemas e incoerências que permeiam a sociedade latino-americana. Em sua obra, Johanna toma como matéria-prima não apenas o espanhol, sua língua-mãe, mas também línguas e alfabetos diversos. A artista enfatiza seus valores artísticos e, ao mesmo tempo, questiona a capacidade de comunicação de cada código.

Johanna utiliza a palavra como embrião de um desenho, cujos significados intelectuais e históricos estão escondidos pela forma. Suas obras nunca são de rápida fruição, permitindo ao observador descobrir universos criados a partir de signos.

Criada em 2013, a série Minúsculas é composta por 77 trabalhos realizados em papel japonês datilografados, cujos textos, compostos pela combinação de milhares de letras minúsculas, podem ser vistos de modo habitual e também de trás para frente. Párrafos – parágrafos, em português –também traz um questionamento acerca das letras e estruturas linguísticas. A série reúne 12 trabalhos, compostos por bases em MDF, sobrepostos a linhas retas de aço, combinadas a sistemas de letras antigas em borracha.

Simbiontes traz sete obras produzidas entre 2014 e 2015. O título que dá nome ao conjunto faz referência a uma relação simbiótica de dois ou mais organismos que, apesar de distintos, atuam em conjunto para o benefício mútuo. Criadas a partir de bordados sobre telas de aço, as obras se assemelham a uma cultura de microrganismos sobre placas de Petri, recipientes estéreis, cilíndricos e achatados, utilizados por profissionais de laboratório.

Sobre a artista

Johanna Calle nasceu em Bogotá, Colômbia, em 1965, onde vive e trabalha. Após estudar na Universidad de los Andes (1984-1989), em Bogotá, realizou seu mestrado em Artes Plásticas pelo Chelsea College of Art, Londres (1992-1993). A artista participou da 7ª Bienal do Mercosul (2009), da Bienal de Istambul (2011),  da 31ª Bienal de São Paulo (2014) e da Bienal de Sydney (2016).

Entre suas principais exposições individuais, destacam-se: Silentes, 1985 – 2015, curadoria de Helena Tatay, Museu Amparo, Puebla, Mexico (2016); Dibujos, curadoria de Javier Hontoria, Colombian Embassy, Madri, Espanhã (2016);  Silentes, curadoria de Helena Tatay, Museu de Arte do Banco da Republica, Bogotá, Colômbia (2015); Grafos, Galeria Marilia Razuk, São Paulo, Brasil (2014); Fotogramática, Krizinger Residencies, Krizinger Gallery, Vienna, Austria (2013); Intertextos, Galeria Marilia Razuk, Sao Paulo (2012); Submergeants: a drawing approach on masculinities, project room, curadoria de Cecilia Fajardo-Hill, Museum of Latin American Art, Long Beach, EUA (2011); Variaciones políticas del trazo dibujos de Johanna Calle, Fundación TEOR/éTica, San José de Costa Rica (2008); Lacony, Galería Santa Fé, Planetario Distrital, Bogotá (2007); Zona Tórrida, Galería Casas Riegner, Bogotá (2006); Pretérita, Fundación Gilberto Alzate Avendaño, Bogotá (2006); Tangencias, Sala ASAB, Academia Superior de Artes de Bogotá (2005).

Ao longo da sua carreira, Calle recebeu prêmios pelo seu trabalho, entre os quais sedestacam: Emerging Artists Grants Program, Cisneros Fontanals Art Foundation CIFO, Miami (2008) e Mención de Honor IV Premio Luis Caballero (2007); Beca Cité International des Arts, Paris, AFFA Asociación Française des Affaires Etrangères (2001); Premio Salón Regional de Artistas, Ministerio de Cultura (2000), entre outros.

Representada pela Galeria Marília Razuk, Johanna Calle terá alguns de seus trabalhos apresentados à 13ª edição da SP-Arte, que ocupará o Pavilhão da Bienal entre os dias 6 e 9 de abril.

 

Serviço

Babel. Drawings by Johanna Calle

Local: Galeria Marília Razuk
Abertura: 25 de março, sábado, das 11h às 16h
Período expositivo: de 25 de março de 2017 à 20 de maio de 2017
Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira, das 10h30 às 19h / sábado das 11h às 16h
Endereço: Rua Jerônimo da Veiga, 131 – Itaim Bibi – São Paulo Tel.: 55 11 3079-0853

 

 

Fonte: Arteref

 

 

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