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Evento de abertura da exposição de Paulo Van Poser
Evento de abertura da exposição de Paulo Van Poser

por Paulo Varela

 

A Verve Galeria inaugura seu calendário expositivo de 2018 com “SÃO PAULO | VON POSER“, do artista plástico paulistano Paulo von Poser e curadoria de Ian Duarte Lucas. Planejada para as comemorações dos 464 anos de São Paulo, a individual contempla nove séries inéditas, perfazendo um total de vinte e seis peças – em técnicas distintas de desenho, acrílica sobre tela, instalação e objetos –, que desvendam a relação do artista com a cidade onde nasceu, onde vive e trabalha, e que representa sua maior inspiração ao longo de seus 35 anos de carreira. 

“Minha rua em São Paulo é um estranho assombro, sem casas nem vizinhos da frente, nem asfalto tem – a rua é de terra mesmo! Moro e trabalho literalmente no mato, no mais absoluto silêncio da natureza na periferia sul da cidade. Neste desenho me surpreendi com a presença de pessoas e o movimento desta rua deserta de onde saio todos os dias em busca da arte e da vida urbana”. A citação de Paulo von Poser se refere a “minha rua” (desenho em carvão e acrílica sobre tela), trabalho realizado na Riviera Paulista, às margens da Represa de Guarapiranga. “Ao conduzir o expectador por uma São Paulo muito pessoal, o artista aborda um conceito que permeia toda a sua pesquisa: a deriva, procedimento psicogeográfico proposto pelo escritor Guy Debord, representante do movimento situacionista, que tem como objetivo estudar os efeitos do meio urbano nos estados psíquico e emocional das pessoas. Ao registrar seus percursos, o artista se deixa conduzir pelo próprio ambiente urbano para produzir seus trabalhos, outro ponto de contato com os situacionistas, que propunham a abolição da noção de arte enquanto atividade especializada – sua superação viria pela transformação ininterrupta do meio urbano”, comenta Ian Duarte Lucas, curador da mostra.  

Em “vistas privadas” (desenho sobre papel, técnica mista), paisagens urbanas, como o bairro do Glicério, o Parque Dom Pedro e a Igreja da Boa Morte, são recriadas com os traços de Paulo von Poser. Na obra intitulada “vistas públicas“, são apresentadas cenas da cidade elaboradas com grafite e guache sobre papel. “A exposição toma ainda uma dimensão urbana literal, na medida que propõe atividades pela cidade ao longo de seus dois meses de duração. A obra “tempo livre” percorrerá espaços importantes de São Paulo para o artista, e será completada em aulas de desenho abertas ao público, simbolizando esta cidade que se constrói a cada dia em suas incontáveis histórias”, conclui o curador.

 

 

Fonte: Arteref / Paulo Varella

 

 

 

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Salgado é 1° brasileiro na Academia de Belas Artes da França
Salgado é 1° brasileiro na Academia de Belas Artes da França

Sebastião Salgado tomará posse nesta quarta-feira da sua cadeira na Academia de Belas Artes da França na cidade de Paris. O fotógrafo é o primeiro brasileiro a assumir um lugar na instituição e substituirá o francês Lucien Clergue, que morreu em 2014, aos 80 anos.

O setor de fotografia da Academia foi criado há dez anos e conta com outros três nomes, além de Salgado: Bruno Barbey, do Marrocos e Jean Gaumy e Yann Arthus-Bertrand, da França. Cadeiras de outros setores são compostas por nome como o estilista Pierre Cardin, o arquiteto Yves Boiret e até o diretor Roman Polanski, que possui acusações de ter estuprado uma atriz de 15 anos em 1972.

Criada em 1803, a Academia de Belas Artes é descendente das academias reais francesas do séculos XVII e é composta por 52 cadeiras. A instituição possui o objetivo de promover e desenvolver as heranças artísticas da França, apoiando a criação de seus membros e respeitando a liberdade de expressão.

 

 

Fonte: VEJA - Da redação 6 dez 2017, 14h33 - Publicado em 6 dez 2017, 11h58

 

 

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A artista colombiana Johanna Calle apresenta nova individual na galeria Marilia Razuk
A artista colombiana Johanna Calle apresenta nova individual na galeria Marilia Razuk

A artista colombiana Johanna Calle retorna à Galeria Marilia Razuk com a exposição Babel. Drawings by Johanna Calle, sua terceira individual no espaço. A mostra, que será inaugurada em 25 de março, traz um conjunto de 79 obras, divididas em três séries de trabalhos que integram sua produção mais recente: Minúsculas, Párrafos e Simbiontes.

Dona de produção ao mesmo tempo delicada e contundente, a artista, que participou da 31ª Bienal de São Paulo, em 2014, e da Bienal de Sydney, em 2016, tem expandido e transformado aquilo que se entende como desenho. Johanna faz uso de materiais inusitados como fios, ferro e malhas de arame e aço, aproveitando-se de técnicas como costura, perfuração e textos manuscritos e datilografados para a construção de uma série de imagens.

A artista cria desenhos significativos, que muitas vezes denotam vulnerabilidade, fragilidade, precariedade, resistência e transgressão. Trata-se de uma forma simples, delicada e densa de referenciar problemas e incoerências que permeiam a sociedade latino-americana. Em sua obra, Johanna toma como matéria-prima não apenas o espanhol, sua língua-mãe, mas também línguas e alfabetos diversos. A artista enfatiza seus valores artísticos e, ao mesmo tempo, questiona a capacidade de comunicação de cada código.

Johanna utiliza a palavra como embrião de um desenho, cujos significados intelectuais e históricos estão escondidos pela forma. Suas obras nunca são de rápida fruição, permitindo ao observador descobrir universos criados a partir de signos.

Criada em 2013, a série Minúsculas é composta por 77 trabalhos realizados em papel japonês datilografados, cujos textos, compostos pela combinação de milhares de letras minúsculas, podem ser vistos de modo habitual e também de trás para frente. Párrafos – parágrafos, em português –também traz um questionamento acerca das letras e estruturas linguísticas. A série reúne 12 trabalhos, compostos por bases em MDF, sobrepostos a linhas retas de aço, combinadas a sistemas de letras antigas em borracha.

Simbiontes traz sete obras produzidas entre 2014 e 2015. O título que dá nome ao conjunto faz referência a uma relação simbiótica de dois ou mais organismos que, apesar de distintos, atuam em conjunto para o benefício mútuo. Criadas a partir de bordados sobre telas de aço, as obras se assemelham a uma cultura de microrganismos sobre placas de Petri, recipientes estéreis, cilíndricos e achatados, utilizados por profissionais de laboratório.

Sobre a artista

Johanna Calle nasceu em Bogotá, Colômbia, em 1965, onde vive e trabalha. Após estudar na Universidad de los Andes (1984-1989), em Bogotá, realizou seu mestrado em Artes Plásticas pelo Chelsea College of Art, Londres (1992-1993). A artista participou da 7ª Bienal do Mercosul (2009), da Bienal de Istambul (2011),  da 31ª Bienal de São Paulo (2014) e da Bienal de Sydney (2016).

Entre suas principais exposições individuais, destacam-se: Silentes, 1985 – 2015, curadoria de Helena Tatay, Museu Amparo, Puebla, Mexico (2016); Dibujos, curadoria de Javier Hontoria, Colombian Embassy, Madri, Espanhã (2016);  Silentes, curadoria de Helena Tatay, Museu de Arte do Banco da Republica, Bogotá, Colômbia (2015); Grafos, Galeria Marilia Razuk, São Paulo, Brasil (2014); Fotogramática, Krizinger Residencies, Krizinger Gallery, Vienna, Austria (2013); Intertextos, Galeria Marilia Razuk, Sao Paulo (2012); Submergeants: a drawing approach on masculinities, project room, curadoria de Cecilia Fajardo-Hill, Museum of Latin American Art, Long Beach, EUA (2011); Variaciones políticas del trazo dibujos de Johanna Calle, Fundación TEOR/éTica, San José de Costa Rica (2008); Lacony, Galería Santa Fé, Planetario Distrital, Bogotá (2007); Zona Tórrida, Galería Casas Riegner, Bogotá (2006); Pretérita, Fundación Gilberto Alzate Avendaño, Bogotá (2006); Tangencias, Sala ASAB, Academia Superior de Artes de Bogotá (2005).

Ao longo da sua carreira, Calle recebeu prêmios pelo seu trabalho, entre os quais sedestacam: Emerging Artists Grants Program, Cisneros Fontanals Art Foundation CIFO, Miami (2008) e Mención de Honor IV Premio Luis Caballero (2007); Beca Cité International des Arts, Paris, AFFA Asociación Française des Affaires Etrangères (2001); Premio Salón Regional de Artistas, Ministerio de Cultura (2000), entre outros.

Representada pela Galeria Marília Razuk, Johanna Calle terá alguns de seus trabalhos apresentados à 13ª edição da SP-Arte, que ocupará o Pavilhão da Bienal entre os dias 6 e 9 de abril.

 

Serviço

Babel. Drawings by Johanna Calle

Local: Galeria Marília Razuk
Abertura: 25 de março, sábado, das 11h às 16h
Período expositivo: de 25 de março de 2017 à 20 de maio de 2017
Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira, das 10h30 às 19h / sábado das 11h às 16h
Endereço: Rua Jerônimo da Veiga, 131 – Itaim Bibi – São Paulo Tel.: 55 11 3079-0853

 

 

Fonte: Arteref

 

 

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Bambu é a estrela da abertura da Japan House
Bambu é a estrela da abertura da Japan House

Uma popular gramínea é o foco da primeira exposição da Japan House, centro de cultura japonesa criado pelo governo do Japão em São Paulo. A mostra Bambu – Histórias de um Japão, que abre no dia 6 de maio, traz uma coleção de obras que formam uma cronologia visual de mais de 150 anos de arte feita com a planta, uma protagonista silenciosa da cultura do país oriental.

Entre os destaques da exposição estão esculturas dos artistas Chikuunsai IV Tanabe, Hajime Nakatomi, Shigeo Kawashima e Akio Hizume, principais nomes da arte do bambu no Japão hoje. A exposição também traz curiosidades sobre o uso do bambu em importantes descobertas do século XIX, como a lâmpada de Thomas Edison, cujo filamento era de bambu, e o 14 Bis e o Demoiselle, de Santos Dumont.

Criada pelo governo japonês, a Japan House é um ponto de difusão de elementos da cultura japonesa para a comunidade internacional. São Paulo foi uma das três localidades escolhidas, juntamente com Londres, na Inglaterra, e Los Angeles, nos Estados Unidos. A ideia do centro cultural é oferecer exposições, shows, workshops, experiências gastronômicas, e ser um espaço para encontros de negócios e estudos acadêmicos.

A exposição Bambu- Histórias de um Japão fica em cartaz de 6 de maio a 5 de julho. A Japan House fica na Avenida Paulista, nº 52, e a visitação pode ser feita de terça a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos e feriado das 10h às 18h. A entrada é gratuita.

 

Fonte: VEJA

 

 

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Se você não entende a arte conceitual a culpa não é sua!
Se você não entende a arte conceitual a culpa não é sua!

A Arte Conceitual é, no Brasil, um campo de expressão artística muito pouco compreendida. Isto se deve a muitos artistas, jornalistas desinformados e críticos de arte que a tratam como se esta fosse a única forma de Arte Contemporânea. Os artistas desse movimento preocupam-se com a documentação da ideia, por meio de descrições que articulam ou exploram o seu conceito. Assim, a execução da obra não tem tanta importância, já que segundo os artistas a arte reside no conceito essencial, não no trabalho real.

 

Principais artistas conceituais Brasileiros

Lygia Clarck (1920-1988).

Pseudônimo de Lygia Pimentel Lins foi artista visual, pintora, escultora, desenhista, psicoterapeuta e professora de artes plásticas brasileira
A partir da década de 1960, começou a trocar a pintura pela experiência com objetos tridimensionais, e um exemplo disso é a série Bichos, onde o espectador ajuda na exposição. Após ir para a Europa, seu trabalho passou a focar em expressões corporais. Suas obras lhe renderam reconhecimento internacional a partir de 1980.

Cildo Meireles (1948).

Conhecido internacionalmente, Cildo cria os objetos e as instalações que acoplam diretamente o visor em uma experiência sensorial completa, questionando, entre outros lemas, a ditadura militar no Brasil(1964 – 1984) e a dependência do país na economia global.

Totem-monumento ao Preso Político e Introdução a uma nova crítica

São obras que revelam um certo caráter político do artista. Datam dos anos 70 e 80, no qual Cildo Meireles arquitetou uma série de trabalhos que faziam uma severa crítica à ditadura militar. Neles a questão política sempre vem acompanhada da investigação da linguagem. (Abaixo, a obra “Introdução a uma nova crítica”, que consiste em uma tenda sob a qual se encontra uma cadeira comum forrada com pontas de prego.)

Iole de Freitas (1945).

Iole de Freitas é uma artista plástica, escultora e gravadora brasileira que atua no campo de arte contemporânea. Iole iniciou sua carreira na década de 1970, participando de um grupo de artistas em Milão, Itália, ligado a Body art. Utilizava então a fotografia.

 

Principais artistas conceituais internacionais

Wim Delvoye (1965).

Nasceu em Wervik, Bélgica. Vive em Gent e Londres. Wim Delvoye evidencia a atual impossibilidade de um pensamento que tome a arte somente a partir de um ponto de vista histórico ou estético – da estética em seu sentido estrito, como disciplina –, que obedeça à linearidade e à teleologia. Ao mesmo tempo, nos alerta para a importância da revisão do acervo iconográfico e simbólico que constitui a escrita da História. Não só a História, mas as narrativas de modo geral, grandes e pequenas. Nas obras, a referência à simbologia de tempos históricos – como a modernidade, o gótico e o barroco –, é realizada por meio de mixagens e de descontextualizações, deslocamentos, que produzem hibridismos.

Uma exposição intitulada ‘porcos tatuados’, do “artista” belga Wim Delvoye, provocou polêmica no Museu de Arte Moderna e Contemporânea de Nice, na França.
A exposição, que apresenta sete porcos empalhados e tatuados, causou indignação de entidades de defesa dos animais.

Delvoye começou a tatuar porcos ainda na década de 1990. Na década seguinte, ele transferiu o projeto para uma fazenda na China, longe do olhar de reprovação das entidades de defesa dos animais.

Joseph Kosuth (1945).

É um influente artista conceitual americano. Kosuth estudou belas artes na escola de artes visuais em New York. Sua obra Uma e Três Cadeiras, de 1965, ao lado da “Fonte”, de Marcel Duchamp, no MoMa, uma “Informação”, exposição de arte conceitual que tinha como objetivo colocar a arte como fonte de informações, e não como concepção estética.

Chuck Close (1945).

Chuck Close é um fotógrafo e pintor americano nascido em Washington em 1940. Close utiliza como técnica sobretudo o Foto-realismo, técnica em que a pintura é similar a uma fotografia, e que se enquadra no movimento artístico denominado de Hiper-realismo.

 

 

Fonte: Arteref

 

 

 

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