Claudia Seber

Claudia Seber é uma artista brasileira, nascida em São Paulo no ano de 1968. Terapeuta Ocupacional de formação sempre teve a Arte como premissa de suas atuações profissional e pessoal. Em meados dos anos 90 iniciou um curso de joalheria autoral e em um curto espaço de tempo passou a dedicar-se integralmente a essa arte desenvolvendo projetos e ministrando aulas. Dos 25 anos transcorridos na joalheria e com intenso interesse pelo processo de criação tanto em termos técnicos quanto como canal de expressão, Claudia seguiu pelo viés da Arte para ampliar a escala da joia e criar esculturas inicialmente com o refugo deste trabalho. Somaram-se a este toda sorte de material, preferencialmente de descarte. Compreender e pensar a Arte enquanto um canal de expressão e ressignificação também pessoal foi o ponto de partida para a artista iniciar sua pós-graduação em Arteterapia e Psicologia Analítica e assim ampliar e concretizar seu projeto de Esculturas Afetivas. A presença em diversos grupos de Arte, exposições, salões de Arte e integrante na Bienal Internacional de Cerveira/Portugal alimentaram o gosto pelo estudo e pesquisa de novos materiais. Atualmente se dedica à joalheria e às esculturas em seu atelier na cidade de São Paulo.

 

S T A T E M E N T

Inserida em meu universo profissional tendo sempre a arte enquanto agente transformador da alma, o resgate da materialidade é o cerne de meu trabalho. Aliar essa premissa a um pensamento conceitual compõe a singularidade das minhas criações. Resgatar a individualidade e a práxis humana concomitante ao resgate material, constitui meu ponto de partida. Unir estética e simbolicamente refugos tece minha prática artística. Aguçar percepções, emoções e ampliar o espaço imaginativo como canal de consciência é o que tange a compreensão e intenção de meu trabalho.

 

E S C U L T U R A S

As esculturas surgiram com a ideia de mesclar a técnica da joalheria e o refugo da produção de joias, a diversos e inusitados tipos de metais recolhidos aleatoriamente pelas ruas e caçambas da cidade de São Paulo. Uniram-se a essa lista, vidro, mármore, madeira, enfim todo e qualquer material utilizado na composição artística das esculturas. A prioridade é sempre o material de descarte.

A inspiração para as composições surge da fusão entre a Alma da Matéria e a Alma Singular dotada de conceitos e simbologias comuns a todo o Universo Humano. O cerne da produção não é a reciclagem, mas a ressignificação do mundo material compondo-o estética e simbolicamente, através da Arte. A alquimia da transformação da arte surge quando adicionamos intenção e afeto ao mundo material disponível ao nosso redor.

Aliar essa ressignificação material a um pensamento conceitual, coletivo e auto expressivo compõe a singularidade das criações. Resgatar a individualidade e a práxis humana concomitante ao resgate material, constitui meu ponto de partida. Aguçar percepções, emoções e ampliar o espaço imaginativo como canal de consciência é o que tange a compreensão e intenção de meu trabalho.

A pesquisa de novos materiais é uma constante na produção das esculturas, embora a base técnica utilizada seja a da joalheria tradicional, somada a conceitos de metalurgia na conservação e manuseio de metais ferrosos. Cada novo material, seja a madeira, vidro, acrílico ou os demais, exige o estudo e o conhecimento concernente ao seu uso. Compondo-os lado a lado, o olhar estético e, sobretudo o conceitual e simbólico, constituem cada nova escultura juntamente com o ato de nomeá-las, ou seja, personifica-las enquanto objeto Uno e Original.

 

 

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