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4ª BIENAL DE SÃO PAULO FAZ ESCURO MAS EU CANTO

Pensando a obra de arte como algo permeável às relações que estabelece com aquilo que a circunda, e não como algo cristalizado, a 34ª Bienal foi concebida para se expandir no espaço – estendendo-se por meio de parcerias com 25 instituições culturais da cidade – e no tempo – com a realização, no Pavilhão da Bienal, de exposições individuais e performances que antecederiam a mostra coletiva. Em face dos acontecimentos recentes, as exposições de Clara Ianni e Deana Lawson tiveram que ser suspensas e as performances de León Ferrari e Hélio Oiticica estão sendo repensadas. As ideias de ensaio e de ensaio aberto, centrais na metodologia usada para a concepção e construção dessa Bienal, foram colocadas à prova ao longo desses meses de trabalho. Os ajustes e as mudanças, que ora se multiplicam devido à pandemia de Covid-19, são parte integrante e relevante do processo de insistência, transformação e afinação que vai desenhando a 34ª Bienal. (texto: organização Bienal)

Datas / horários: 4 de setembro a 5 de dezembro de 2021 terça, quarta, sexta e domingo, 10h - 19h (última entrada às 18h30) quinta e sábado, 10h - 21h (última entrada às 20h30) entrada gratuita acesso mediante apresentação de comprovante de vacinação contra Covid-19 Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera São Paulo, SP

Mais informações: http://www.bienal.org.br

 

 

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1o. Salão DOMI Galeria de Arte Online - América Latina

Inaugurando sua primeira edição em 2021, o Salão DOMI Galeria de Arte Online visa incentivar a produção artística latino-americana, bem como revelar talentos – amadores ou profissionais –  e destina-se aos artistas que utilizem uma ou mais das seguintes técnicas: desenho, impressão, pintura, fotografia, escultura, vídeo-arte ou técnicas mistas.

Atenta ao cenário artístico latino-americano e ao constante esforço dos artistas em ampliarem suas participações neste, a DOMI Galeria de Arte Online ambiciona lançar ou reforçar a carreira de artistas ao nível internacional proporcionando-lhes uma idônea referência a acrescentar em seus currículos.

Ao todo serão 10 artistas selecionados por uma equipe curatorial independente, dentre os quais 3 artistas finalistas e premiados.

Edital e todas as demais informações podem ser encontradas em: wwwdomigaleria.com.br/salao

 

 

 

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Exposição METANOIA, individual da artista Claudia Seber

Até o dia 14 de março de 2021 acontece a exposição individual da artista Claudia Seber na Galeria A Hebraica com endereço na Rua Hungria 1000, jd. Paulistano. A exposição conta com a curadoria de Olívio Guedes.

Claudia Seber é rteterapeuta, designer de jóias e Terapeuta Ocupacional de formação, atua há mais de 20 anos no ramo da joelheira autoral, tendo se dedicado simultaneamente à criação e produção de jóias, adornos e ao ensino técnico das mesmas.

As esculturas surgiram com a ideia de mesclar a técnica da joalheria e o refugo da produção de joias, a diversos e inusitados tipos de metais recolhidos aleatoriamente pelas ruas e caçambas da cidade de São Paulo. Uniram-se a essa lista, vidro, mármore, madeira, enfim todo e qualquer material utilizado na composição artística das esculturas. A prioridade é sempre o material de descarte. A inspiração para as composições surge da fusão entre a Alma da Matéria e a Alma Singular dotada de conceitos e simbologias comuns a todo o Universo Humano. O cerne da produção não é a reciclagem, mas a ressignificação do mundo material compondo-o estética e simbolicamente, através da Arte.

A pesquisa de novos materiais é uma constante na produção das esculturas, embora a base técnica utilizada seja a da joalheria tradicional, somada a conceitos de metalurgia na conservação e manuseio de metais ferrosos. Cada novo material, seja a madeira, vidro, acrílico ou os demais, exige o estudo e o conhecimento concernente ao seu uso. Compondo-os lado a lado, o olhar estético e, sobretudo o conceitual e simbólico, constituem cada nova escultura juntamente com o ato de nomeá-las, ou seja, personifica-las enquanto objeto Uno e Original.

Para conhecer mais trabalhos da artista visite aqui

 

 

 

 

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Exposição “Desvendador, Jandyra Waters, 100 anos”

De 1 de Março até 30 de Abril de 2021 acontece a exposição “Desvendador, Jandyra Waters, 100 anos” na Galeria Mapa, Rua Costa, 31, São Paulo, SP

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Exposição Apresentação : Ruku do artista Jaider Esbell

De 20 de fev até 20 de março de 2021 está acontecendo a exposição  Apresentação : Ruku, individual do artista e curador indígena da etnia Makuxi, Jaider Esbell. A mostra conta com curadoria do próprio artista e assistência curatorial da antropóloga Paula Berbert e reúne cerca de 60 obras do artista, incluindo pinturas, objetos e desenhos. A Galeria Millan fina na R. Fradique Coutinho, 1416 - São Paulo, SP

 

 

 

 

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Bienal de São Paulo é adiada para 2021 por causa do coronavírus

34ª edição da Bienal seria originalmente realizada em parceria com diversos outros espaços expositivos; agora o plano é que as exposições sejam remanejadas

Por Estadão Conteúdo . Publicado em: 01/07/2020 às 15h05

 

A 34ª edição da Bienal de Arte de São Paulo foi adiada para 2021 por causa do coronavírus e voltará a ser realizada em anos ímpares. O evento será realizado entre 4 de setembro e 5 de dezembro. O anúncio foi realizado em entrevista coletiva à imprensa realizada digitalmente.

“Precisaríamos começar a montagem agora e estaríamos colocando em risco nossos colaboradores. As interrupções de viagens internacionais também dificultam trazer as obras que gostaríamos de expor e prejudicariam o turismo doméstico e internacional. Então, não conseguiríamos atingir nosso objetivo”, afirmou José Olympio Pereira, presidente da Fundação Bienal de São Paulo.

“Tudo o que está acontecendo certamente fará com que as obras sejam vistas de outra maneira”, disse o curador Jacopo Visconti, que afirmou que pretende pensar a mostra como um poema que vai se fazendo aos poucos.

A 34ª edição da Bienal seria originalmente realizada em parceria com diversos outros espaços expositivos de São Paulo, e agora o plano é que as exposições sejam remanejadas.

Jacopo ainda falou sobre alguns artistas, como Adriana Alonso, Morandi e Beatriz Santiago Munhoz, que lidam com o tema do confinamento em suas obras, que teriam um destaque na nova formatação da mostra.

O slogan da 34ª Bienal será “Faz escuro, mas eu canto”, em referência ao momento vivido no mundo inteiro.

 

 

Fonte: Exame

 

 

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Museus de portas (re)abertas

Por  Teresa Bizarro  •  Últimas notícias: 06/06/2020

 

Ao fim de três meses, o Museu do Prado, em Espanha, reabre este sábado. As portas do imponente palácio de Madrid não fechavam tanto tempo desde a Guerra Civil. 

À exposição que vai acolher os visitantes na nave central chamaram-lhe Reencontro. Entre as 250 obras expostas estão algumas das mais emblemáticas de VelázquezGoyaRubens ou Bruegel.

Miguel Falomir, diretor do Museu, diz que "há muita gente que precisa do Prado. São os viciados do Prado que estavam em abstinência. Agora têm a oportunidade de se reencontrarem com as obras preferidas e vão ter uma experiência inesquecível."

Os bilhetes têm de ser comprados pelo menos com 24 horas de antecedênciae para este fim de semana já estão esgotados.

No berço do Renascimento

Em Florença, desde quarta-feira que é de novo possível passear pela Galeria dos Uffizi. A casa mais emblemática do Renascimento volta a mostrar a um número agora mais limitado de visitantes as obras de Miguel Ângelo, Leonardo Da Vinci, Caravaggio ou Rafael.

O diretor diz que o momento proporciona uma nova forma de descobrir o museu. Eike Schmidt chama-lhe "turismo em câmara lenta". Menos viagens, mas mais demoradas onde se "vê e aprende mais". Em vez de selfies tiradas à pressa, Schmidt convida as pessoas a "sentir as emoções que estas obras de arte transmitem".

O principal museu francês, o Louvre, vai manter-se encerrado por mais um mês, mas há vários outros marcos do património que já é possível visitar. Em Portugal, também com cuidados de segurança especiais, os museus reabriram há quase 3 semanas.

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A arte de rua virou a melhor tradução cultural da pandemia pelo mundo

Por Marcelo Marthe - Atualizado em 21 May 2020, 15h14 - Publicado em 15 May 2020, 06h00

 

As cidades vazias, a desolação silenciosa entrecortada apenas pelas sirenes de ambulâncias e pela agitação na entrada dos hospitais — já faz três meses que a Itália encara essa amarga rotina na luta contra o coronavírus. Em paralelo à tragédia sanitária que ceifou mais de 30 000 vidas, contudo, uma “epidemia do bem” vem injetando cores na realidade cinzenta: a paisagem foi invadida pela arte de rua sobre a Covid-19. Em Bérgamo, cidade do norte atingida com fúria pela doença, o painel imenso na parede de um hospital retrata uma enfermeira que embala maternalmente o mapa em formato de bota da Itália. Mais ao sul, na Catânia, um artista estampou numa porta de metal a figura impávida da Mona Lisa — só que de máscara. Entre tantos exemplos, a apropriação da musa de Leonardo da Vinci se reveste de retumbante simbologia: é como se, ajudando o país a suportar o insuportável, as obras anunciassem o raiar de um novo Renascimento. O movimento, no caso, não é só italiano, mas global: do México à Austrália, da Rússia ao Senegal, a arte sobre a pandemia cobre muros e prédios como testemunha eloquente do destino que une os países sem distinção.

A cada crise da história contemporânea, uma forma particular de expressão artística sai à frente na capacidade de resumir o espírito do tempo. Foi assim quando a pintura modernista de Pablo Picasso e companhia expôs o mal-estar do início do século XX, ou o cinema de Hollywood cumpriu seu papel de dar alento às massas durante a II Guerra. Em eventos mais recentes, a música popular tem sido a grande tradutora das angústias coletivas. Nos anos 60 e 70, o rock’n’roll foi a trincheira de resistência à Guerra do Vietnã. Discos como The Rising, de Bruce Springsteen, sintetizaram com agudeza a perda de certezas na esteira dos atentados do 11 de Setembro de 2001. Na pandemia de coronavírus, a música não se furta a ser novamente combativa, sob o impulso das lives e da corrida para criar canções sobre a nova realidade. Se fosse feito um instantâneo do mundo hoje, porém, o título de manifestação mais relevante iria sem dúvida para a arte de rua — por uma série de boas razões.

A energia vital que move os artistas urbanos nunca esteve nos museus ou coleções privadas: ela vem da rua. Com a pandemia, esse diferencial implicou legitimidade absoluta para falar do cotidiano de agora. As vias e praças, espaços tão corriqueiros, tornaram-se desertas do dia para a noite, e a arte veio não só a ocupar seu vazio chocante. Os criadores se lançam de maneira corajosa neste momento aos locais públicos para representar em forma de grafites e murais que a doença pode assustar, mas não matará a semente da convivência humana — traço que faz das cidades, afinal, um sinônimo de civilização.

Mais que tudo, a força dessas intervenções vem de sua mensagem esperançosa. Há humor e ironia — como na imagem na fachada de um hospital na Rússia que mostra um coronavírus espumando como monstro diante da enfermeira que o encara com serenidade. Há farpas políticas. Num mural em Berlim, o presidente americano Donald Trump e o chinês Xi Jinping — que travam uma disputa à parte em meio à tragédia do vírus — surgem se beijando de máscara. Mas o que impera, sobretudo, é a solidariedade. Um tocante mural australiano traz um profissional de saúde carregando o peso do globo. Banksy, inglês de identidade misteriosa que é o artista de rua mais famoso da atualidade, fez um singelo trabalho que exibe um menino brincando com uma enfermeira convertida em super-heroína. A obra é feita em homenagem aos profissionais — e também como um incentivo para eles no meio da guerra: ocupa o corredor de um hospital de Londres.

Banksy produziu, ainda, uma insolente colagem que coloca ratinhos dentro de seu banheiro na quarentena, com a inscrição: “Minha esposa odeia quando eu trabalho em casa”. A pílula de sua suposta intimidade expõe um fato que só realça os feitos dos artistas na crise: como bilhões de mortais, eles estão trancados em sua residência. “A grande maioria não está pintando na rua. Quem se arrisca tem de trabalhar muito protegido”, diz Eduardo Kobra, paulistano que tem murais impressionantes espalhados pelo planeta. Ele criou no refúgio de seu estúdio, em São Paulo, o painel Coexistence, que apresenta crianças de cinco religiões com máscara. A obra mede 3,5 metros por 6,5 metros e só deve se tornar um mural urbano quando a poeira baixar. Mas, por outras vias, também leva consolo ao mundo atingido pelo vírus. A disputa por versões em serigrafia do painel suscitou um concurso que arrecadou 400 000 reais para moradores de rua da maior metrópole do país. “É um momento de ter calma, fé e esperança”, prega Kobra. Que as cores da vida prevaleçam.

 

Fonte: VEJA 

 

 

 

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Convocatória para participar da BIENALSUR 2021

Sua atenção por favor artistas, curadores, galerias e centros de artes do mundo: BEM-ALSUL amplia o prazo da convocatória para participar da sua edição 2021 

Perante as inúmeras consultas recebidas, e considerando muito especialmente a emergência sanitária mundial, estendemos o período do Open Call 2020 até o próximo dia 15 de junho.
Para cuidar de nós, entre todos, ficamos em casa. E nós convidamos você a aproveitar esses dias criando!

Você tem mais tempo para apresentar aquela ideia em que você está trabalhando que certamente poderá contribuir para pensar e problematizar, dentro do horizonte das teorias contemporâneas da arte e da cultura, a multiplicidade de experiências vitais do nosso tempo. O convite está aberto a artistas e curadores de qualquer nacionalidade, individualmente ou coletiva.

 

Mais informações:

 site: bienalsur.org 

email.: info@bienalsur.org

 

 

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Renato Valle abre nova exposição na Arte Plural Galeria

Aos 60 anos de idade e completando quatro décadas de carreira, o artista plástico recifense Renato Valle não poderia escolher nome melhor para a exposição que será inaugurada hoje à noite, para convidados, e estará aberta ao público de amanhã até o dia 21 de dezembro, na Arte Plural Galeria (rua da Moeda, 140, Bairro do Recife). "A Revisão da Pintura" resgata elementos de diversas fases e séries já produzidas por Renato, e está composta por um total de 19 obras, em dimensões variadas, que utilizam técnica a óleo.

O público também terá a oportunidade de encontrar com o artista durante o período da exposição, especialmente nos finais de semana. De acordo com ele, mostrar a exposição às pessoas é uma excelente oportunidade de obter retorno sobre o que produz. E em data ainda a ser estabelecida, ele irá ministrar uma oficina juntamente com debate e experimentação.

Todas as telas foram confeccionadas nos últimos dois anos, visado atender ao convite da APG, trazendo temas consagrados dentro de sua linha de trabalho, como elementos religiosos, políticos e ligados à estética do grotesco. No salão principal da galeria, destaca-se à direita o quadro "Solaris", que retrata um imenso bebê. Na parede oposta, situam-se as figuras de poder "Clausura", "Inércia" e "Arrogância". Um duo de infantes ("Bebê pitu" e "Bebê ex voto") faz a crítica à propaganda, à sociedade de massa e à religião.

No centro do salão, quadros em miniatura mostram quatro posições de uma mesma figura, e o duo "Mealheiro" mostra a estreita relação entre a Igreja e o dinheiro. Na sala anexa, há um políptico com quatro pequenos quadros, compondo uma "Natureza Morta"; um controverso "Oratório"; a diáfana "Máquina de fazer fumaça"; a peça "Sex", mostrando uma mulher obesa de quatro sobre uma cama; "Ex-voto", a primeira peça produzida para a exposição; e o políptico com doze quadros "Cristos e Anticristos", que brinca com crucifixos de cabeça para cima e para baixo.

O artista se descreve como um trabalhador monástico, que chega a produzir seis telas ao mesmo tempo. A técnica de Renato Valle envolve um cuidado obsessivo com cada camada de tinta que emprega em suas peças. O resultado, como descreve a professora e pesquisadora Bete Gouveia (responsável pela confecção de um texto crítico sobre a exposição), é um tratamento de superfície delicado, criado através de véus sobrepostos de tinta diluída. Nas figuras de "A Revisão da Pintura", essência e aparência formam um jogo em que imperfeições e virtudes se mesclam e os simulacros refletem nuances sutis de volume.
 

Serviço

Exposição “A Revisão da Pintura”, de Renato Valle

Abertura: hoje, às 19h (para convidados)

Visitação: de 16/10 a 21/12, de terça a sexta-feira, das 13h às 19h, e aos sábados das 14h às 18h

Local: Arte Plural Galeria (rua da Moeda, 140 - Bairro do Recife)

Entrada gratuita. 

Mais informações: (81) 3424-4431

 

 

 

Fonte: FOLHA pe

 

 

 

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Prêmio de Artes Visuais recebe trabalhos até sexta, 18 de outubro

Seguem abertas até a próxima sexta-feira, dia 18, as inscrições ao Prêmio Prof. Flávio Gagliardi de Artes Visuais 2019. Podem ser inscritos trabalhos produzidos em 2017 e 2018, datados e inéditos, que sejam totalmente originais, nas categorias de fotografia, pintura, gravura, desenho, vídeo-arte instalação, performance, objeto e escultura.

Os cinco primeiros colocados receberão um prêmio de R$ 5 mil. A seleção dos trabalhos será realizada por uma Comissão Julgadora, composta por três avaliadores devidamente inscritos no Edital de Credenciamento Permanente. Ainda será realizada uma exposição dos trabalhos vencedores.

As inscrições devem ser feitas na Pinacoteca Municipal de Sorocaba (avenida Afonso Vergueiro, s/n, no Centro, em frente à antiga Estação Ferroviária), de terça a sexta-feira, das 10h às 16h. O edital do concurso foi publicado no jornal Município de Sorocaba do dia 18 de setembro. Mais informações podem ser obtidas em contato com o e-mail amascarenhas@sorocaba.sp.gov.br

 

Fonte: Jornal Cruzeiro

 

 

 

 

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Dez exposições para visitar no mês de maio

 

Neste mês de maio, o mundo das artes se voltou ao norte da Itália, onde acontece a 58ª edição da Bienal de Veneza, uma das maiores e mais tradicionais mostras de arte do mundo. Que tal se inspirar nesse clima e incluir exposições em sua agenda cultural? Listamos dez aberturas do mês em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba; Aproveite!

 

SÃO PAULO

 

(1) Claudio Cretti, na Marilia Razuk

Sexta individual do artista na galeria, “Quimeras” reúne um conjunto de onze esculturas e vinte desenhos inéditos. Nascido no Pará, e criado em São Paulo, Claudio Cretti coleciona artefatos populares e indígenas há mais de vinte anos e os conecta a objetos encontrados em lojas de instrumentos musicais, em Pinheiros, bairro onde mora: é dessa forma que surgem suas esculturas, construídas por meio de articulações de objetos não previsíveis, como batutas, arcos de violinos, entre outros artigos musicais, encadeados a cachimbos, zarabatanas, madeiras, borrachas e pedras. As “quimeras”, essas miscelâneas de objetos, reforçam a pesquisa de Cretti em torno da dimensionalidade das coisas. De 3 de maio a 1º de junho.

 

(2) Dudi Maia Rosa, no Anexo Millan

Se a resina poliéster pigmentada tem ocupado um papel central em trabalhos do paulista Dudi Maia Rosa desde os anos 1980, na atual mostra “Lírica”, o artista busca novos usos para o material – utilizado dessa vez como elemento escultórico, em diálogo com outros acabamentos como latão, alumínio e poliestireno. Em algumas peças, é possível identificar uma continuidade da pesquisa que o artista vem desenvolvendo há anos, já em outras, extrapola-se a dimensão bidimensional, estabelecendo a partir daí novas possibilidades em seu trabalho. Ao todo, o Anexo Millan apresenta 23 novas peças. De 4 de maio a 1º de junho.

 

(3) “A cidade da Bahia, das baianas e dos baianos também”, no Museu Afro Brasil

Com curadoria de Emanoel Araújo, diretor do Museu Afro Brasil, a exposição “A cidade da Bahia, das baianas e dos baianos também” homenageia a Bahia, seus personagens típicos e narrativas. Um dos núcleos centrais da mostra apresenta ícones do modernismo baiano, incluindo telas de Carlos Bastos, tapeçarias de Genaro de Carvalho, esculturas e gravuras de Rubem Valentim, assim como joias de Waldeloir Rego. A mostra oferece também a projeção de filmes ligados ao imaginário do estado como: “Barravento” (1962, 80 min), dirigido por Glauber Rocha, e “Bahia de Todos os Santos” (1960, 101 min), com direção de Trigueirinho Netto. De 8 de maio a 1º de setembro.

 

(4) Camila Alvite, na Bianca Boeckel Galeria

A paulistana Camila Alvite apresenta “Um minuto antes”, com quinze telas de sua produção mais recente. A artista, ao mesmo tempo que se coloca como protagonista da obra, abre espaço para personagens distintas. Isso ocorre devido a um processo criativo autoral: ao imaginar uma cena, uma sensação ou um momento, Alvite se caracteriza com maquiagens e adereços. A partir daí, ela se fotografa ou pede para alguém a fotografar, para só então realizar as pinturas. “É como se eu perguntasse: quem é aquela pessoa, o que ela quer dizer? Busquei inspiração no livro ‘As existências mínimas’, de David Lapoujade, que trata das potencialidades que acompanham cada existência”, reflete a artista. De 9 de maio a 8 de junho.

 

(5) João Loureiro, na Sé

A exposição “Peixe-elétrico-moto-clube”, primeira individual de Loureiro na Sé, conta com desenhos, animações e instalações – uma delas ocupa o estacionamento no piso térreo do prédio onde se encontra a galeria, exatamente abaixo da sala de exposição principal. A temática dos trabalhos dialoga com o fluxo de pessoas e veículos dos arredores, característico da região central de São Paulo. Para construir essas representações, o artista se utiliza de meios como animações, quadrinhos e adesivos. A exposição antecipa produções que Loureiro apresenta na feira Liste, um dos principais eventos emergentes do mundo, em Basel. De 11 de maio a 21 de julho.

 

(6) Monica Piloni, na Zipper Galeria

Múltiplas representações do corpo feminino são o cerne do trabalho que a artista curitibana apresenta em “Ciclo”, sua primeira individual na Zipper Galeria. A mostra reúne novos trabalhos de Piloni que distorcem o corpo humano com desmembramentos, omissões ou multiplicação de elementos, gerando formas não naturais, frequentemente incômodas. Seu trabalho questiona a excessiva sexualização da figura feminina, ao mesmo tempo que instiga a sensualidade, por meio de corpos nus distorcidos. A artista utiliza moldes de seu próprio corpo para obter uma anatomia original que só então será modificada no processo de produção das peças. De 11 de maio a 8 de junho.

 

(7) “Novas efervescências”, no Espaço Cultural Porto Seguro

Novas linguagens da arte contemporânea dão o tom da próxima exposição no Espaço Cultural Porto Seguro. Intitulada “Novas efervescências”, a mostra traz nove trabalhos inéditos dos artistas selecionados pelo Edital de mesmo nome promovido pelo centro cultural, em parceria com a Base7 Projetos Culturais, e que contou com comissão julgadora formada por Isabella Lenzi, Jacopo Crivelli Visconti e Ricardo Ribenboim. Participam artistas de diferentes gerações e linhas de pesquisa. São eles: Angella Conte, Arnaldo Pappalardo, Daniel Frota de Abreu, Erica Ferrari, Erica Kaminishi, João Angelini, Laura Gorski e Renata Cruz, Pablo Lobato e Tiago Mestre. Juntos, eles convocam o público a refletir sobre uma pluralidade de questões, como episódios da história do País, a relação do indivíduo com o meio ambiente e diálogos com a arquitetura do entorno. De 11 de maio a 21 de julho.

 

RIO DE JANEIRO

 

(8) Andrea Rocco, na Silvia Cintra + Box4

Cerca de setenta desenhos e dois trabalhos de grande formato em pastel compõem a seleção feita pela artista para “Aparente inocência”. A exposição ganhou corpo após a artista, que vive e trabalha em Lisboa, revisitar a obra da pintora portuguesa Paula Rego. Temas controversos como a mistificação de pseudo-heróis, a busca pela fama a qualquer preço, o excesso de consumo e a continuidade de um pensamento escravocrata colonial ganham representação nos trabalhos de Rocco. “Utilizo material artístico tradicional, porém em papéis de cores berrante, como se quisesse que a informação chegasse num outdoor de propaganda nada sutil, fazendo um contraponto aos tons pastéis do desenho”, afirma a artista sobre os materiais utilizados no processo. De 6 de maio a 8 de junho.

 

(9) “O Rio dos navegantes”, no Museu de Arte do Rio

Com curadoria de Evandro Salles, Fernanda Terra, Marcelo Campos, Pollyana Quintella e consultoria histórica de Francisco Carlos Teixeira, a exposição “O Rio dos navegantes” propõe uma abordagem transversal da história do Rio de Janeiro como cidade portuária, do ponto de vista dos diversos povos, navegantes e viajantes que desde o século XIX passaram, aportaram e viveram por lá. Dividida em três salas, a mostra se desenvolve a partir de obras da Coleção MAR, em articulação com outras instituições culturais e acervos. Cerca de 400 itens entre pinturas, instalações artísticas, documentos históricos, objetos de navegação, mapas, barcos e material audiovisual e sonoro compõem a exposição. De 25 de maio a abril de 2020.

 

CURITIBA

 

(10) Ai Weiwei, na SIM e Simões de Assis Galeria

Maio é o mês do artista chinês Ai Weiwei em Curitiba. A mostra “Raiz”, anteriormente exposta na Oca, em São Paulo, chegou ao Museu Oscar Niemeyer (MON), na capital paranaense, com diversas obras, entre elas “F.O.D.A”, moldes de quatro elementos tipicamente brasileiros, desenvolvidos por um ateliê de cerâmica em São Paulo. As iniciais de Fruta do Conde, Ostra, Dendê e Abacaxi dão nome à obra. Paralelamente, a SIM e a Simões de Assis Galeria apresentam mostra do artista em seus espaços de Curitiba. Com curadoria de Marcello Dantas, a exposição reúne obras produzidas na viagem de Weiwei ao Brasil, como uma escultura em ferro da mais antiga e ameaçada árvore ainda em pé no sul da Bahia. De 14 de maio a 29 de junho, nas galerias, e de 3 de maio a 28 de julho, no MON.

 

 

Fonte: SP-ARTE Notícias

 

 

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'Meules', de Claude Monet, bate recorde ao ser vendida por US$ 110,7 milhões em NY

Por Agência EFE

 

A obra "Meules", pintada por Claude Monet, em 1890, marcou um novo recorde do artista ao ser vendida por mais de US$ 110 milhões em um leilão realizado na casa de leilões Sotheby's, em Nova York (Estados Unidos). 

A peça, considerada um dos ícones do Impressionismo, foi avaliada pelos especialistas da casa de leilões em cerca de US$ 55 milhões, um preço que foi superado poucos segundos depois de sair a venda na tarde de Arte Moderna e Impressionista da Sotheby's. 

Após uma oferta que durou mais de oito minutos em que seis licitantes participaram, "Meules" alcançou um preço de martelo de US$ 97 milhões, uma quantia que chega a US$ 110,7 milhões - o dobro da estimativa - depois de adicionar impostos e comissões. 

Os US$ 110 milhões são 44 vezes o preço que alcançou a última vez que a peça foi à leilão, na Christie's, realizada em Nova York, no ano de 1986, e também marca um recorde para qualquer obra da corrente impressionista. 

Este exemplar é um dos poucos da série "Almiares", de Monet, que foram colocadas em leilão neste século e que ainda é propriedade privada, já que das 25 obras, um total de 17 já estão em mãos de instituições públicas, entre elas o Museu Metropolitano de Arte (Nova York), Museu de Orsay (Paris), e o Instituto de Arte (Chicago). 

"Meules" foi inicialmente adquirida pela distinta e rica família Palmer de Chicago, diretamente do representante de Monet na década de 1890. 

 

Picasso

 

Outro protagonista do leilão foi "Femme au chien", de Pablo Picasso, cujo valor foi estimado entre US$ 25 e US$ 30 milhões, mas vendido por US$ 54,9 milhões após atingir um preço de martelo de US$ 48 milhões. 

Pintado em 1962, o trabalho é um retrato de seu cachorro Kaboul e sua segunda esposa, Jacqueline Roque, com quem foi casado até sua morte, em 1973, e é o trabalho de Picasso depois de 1960 que alcançou o maior preço em um leilão.

 

 

Fonte: G1 e  Agência EFE

 

 

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Bienal de Arte de Veneza reflete sobre as migrações

 

Bienal de Veneza começará no sábado como um convite para refletir sobre as migrações, um dos fenômenos do século XXI. A partir de terça-feira (7) já é possível ver os restos do maior naufrágio no Mediterrâneo e uma instalação em referência ao muro entre o México e os Estados Unidos.

Os destroços da embarcação do maior naufrágio do Mediterrâneo, ocorrido em abril de 2015, no qual cerca de 800 imigrantes perderam a vida no Canal da Sicília, permanecerão ancorados nas águas do Arsenal, imenso estaleiro veneziano onde se exibem obras de arte de artistas renomados de todo o mundo, em homenagem à memória e aos imigrantes que fogem de suas terras em busca de refúgio e uma vida melhor.

“Os restos foram instalados em um lugar calmo, longe do barulho, um convite ao silêncio e à reflexão”, explicou à imprensa o presidente da Bienal, Paolo Baratta.

Sob o título “Barca Nostra”, o artista suíço Cristoph Buchel, solicitou autorização do Ministério da Defesa italiano, ao Comitê em 18 de abril, que representa as vítimas, e ás autoridades da cidade siciliana de Augusta, para expô-los por um ano em Veneza. Depois esses destroços retornarão à Sicília para fazer parte do “Jardim da Memória”, um monumento coletivo sobre a migração.

O navio pesqueiro de madeira, que quase perdeu as cores azul e vermelha e que tinha capacidade para apenas 20 pessoas, percorreu em uma balsa o grande canal de Veneza com o imenso buraco visível que provocou seu dramático colapso. A imagem pareceu surreal entre os elegantes palácios bizantinos e as pontes da bela cidade de Marco Polo.

A recuperação a 370 metros de profundidade, em uma operação que custou cerca de nove milhões de euros ao Estado italiano, permitiu recuperar um elevado número de corpos que haviam ficado presos na vinícola.

“É um símbolo universal”, disse o jornal local, Il Gazzettino, que lembrou a equipe de médicos coordenados pela doutora Cristina Cattaneo, que identificou muitos corpos com o desejo de dar-lhes uma identidade. Na jaqueta de um dos corpos, descobriu costurado no bolso as qualificações de uma escola de um menino africano. Foi o seu passaporte para o primeiro mundo.

 

Muros e naufrágios

Essa não será a única obra ou instalação dedicada aos dramas do mundo moderno exibida na competição veneziana. Sob o título “Que você viva em tempos interessantes”, o curador da Bienal, o norte-americano Ralph Rugoff, convidou 79 artistas para dar sua visão dos tempos em que vivemos.

O trabalho da mexicana Teresa Margolles, sobre a violência em seu país desencadeada pelo narcotráfico, gera impotência, raiva e indignação.

A artista expõe um de seus muros em Ciudad Juárez, formado por blocos de cimento de uma escola, com buracos onde quatro pessoas foram baleadas. Um muro com arame farpado, uma clara alusão ao “muro de Trump” contra os imigrantes e o que isso implica.

Surpreendem, ainda, as obras com forte conteúdo social, impregnadas de pensamentos críticos, como a do coreano Lee Bul, com uma instalação dedicada a outro naufrágio, ocorrido em 2014 em Sewol, nas águas da Coreia do Sul, quando 304 estudantes morreram. A montanha de trapos velhos que se inflam representa dor, medo, perplexidade e impotência.

“Nestes tempos, a arte desempenha um papel fundamental”, explicou Rugoff, ilustrando os sacos de lixo preto de mármore do artista albanês Andreas Lolis colocados na entrada principal do pavilhão Central.

 

 

Fonte: EXAME

 

 

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Abertura da exposição Diálogo, de Gastão Debreix

 

Chamado de artista-poeta pelo gestor cultural e curador Daniel Rangel, Gastão Debreix, 58, apresenta na exposição Diálogo um recorte de seus 30 anos de produção marcada pela constante experimentação de suportes e inspirada na poesia concreta e na pop art.

A exposição, com abertura no dia 14 de maio na Galeria Virgílio, em São Paulo, reúne desde os primeiros caligramas até as atuais gravuras e ready-mades que chamam a atenção nas redes sociais do artista.

É uma grande mostra de serigrafias de diversos períodos e formatos, objetos poéticos e versões diferentes de Tramas, uma série de obras criada a partir da apropriação de pequenos pedaços de latas de tinta de parede, dobrados e trançados.

Um dos destaques em meio às obras atuais é a gravura Lama sobre Lama, com tipologia inspirada no icônico poema concreto Viva a Vaia, de Augusto de Campos.

Produzida em serigrafia com terra vermelha, a gravura remete aos vales entupidos pelos restos de mineração em Minas Gerais e Espírito Santo e também ao contexto político brasileiro.

Entre os objetos, Pau de Arara (também produzido em serigrafia), revela a veia engajada do artista ao fazer alusão à tortura praticada nos regimes repressivos. “Pau de Arara foi inspirado na loucura de nosso governo atual, militarista, maluco, que enaltece a ditadura”, afirma Debreix.

Diálogo, a obra que dá título à exposição, com a imagem de dois perfis humanos formada pela colagem de fórmicas coloridas típicas dos cartoons, é definida por Daniel Rangel como um poema sem palavras desenhado por Debreix

“É um artista que executa pessoalmente todas as etapas envolvidas na formalização das obras”, conta o curador no texto de apresentação do caprichado catálogo.

A mostra individual na Galeria Virgílio, um amplo espaço em Pinheiros direcionado à arte contemporânea, é vista por Debreix como uma importante incursão no mercado de São Paulo - ele vive em Bauru (a 328 km da capital) e já é bastante conhecido no interior do Estado. Já participou de diversas mostras coletivas em vários lugares do mundo e tem poemas publicados na revista Artéria, renomada e vanguardista publicação independente. Mas faltava uma grande exposição individual por aqui.

“Sempre tive vontade de chegar com força em São Paulo, mostrar minha arte em uma galeria bacana”, diz. Respirando arte dia e noite, como conta, Debreix está pronto para receber o público para ver e sentir sua obra.

 

Assessoria de Imprensa
Cristina Camargo
cristinahfcamargo@gmail.com
(11) 97675-4221

 

 

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Exposição lança luz sobre obra do artista paranaense Miguel Bakun

por Antonio Gonçalves Filho, O Estado de S.Paulo

 

O mínimo que se pode dizer de Bakun é que sua paisagem pós-impressionista, distante da alegria solar das cores tropicais, vem carregada de um sentimento cinzento, de profunda melancolia. Depressivo, como Van Gogh, Bakun acabou por se matar em seu ateliê, aos 53 anos, em pleno verão. Também como o pintor holandês, Bakun tinha preferência pelas mesmas cores: branco, amarelo e azul. Dizem que os portadores de xantopsia confundem as duas primeiras, numa espécie de daltonismo induzido – no caso de Van Gogh, pela intoxicação por digitálicos. De qualquer modo, pode ser que a tese de Gauguin sobre Van Gogh também seja válida para Bakun. 

Gauguin, ao comentar uma tela de girassóis de Van Gogh, comparou os reflexos da luz do sol sobre as flores à alma do amigo holandês que, acossada pela paisagem soturna de seu país, buscava consolo no calor daquele amarelo. A curadora da exposição no Instituto Tomie Ohtake, Luise Malmaceda, acredita que a paisagem subtropical de Bakun tenha sido desconsiderada por seus contemporâneos justamente por sua distância das representações quentes, tropicais – e até mesmo a praia do pintor é avessa à natureza luminosa de seu amigo Pancetti, por exemplo, como mostra uma tela de Bakun colocada ao lado de uma pintura do artista campineiro.

Uma pesquisa de Luise Malmaceda sobre o sul do Brasil, mais especificamente sobre a arte praticada na região nos anos 1960 e 1970, levou de modo quase automático à obra de Bakun, diz ela. Segunda mostra da série Aprendendo com... (a primeira, de 2015, foi sobre Caymmi e a civilização praieira), a exposição pretende reavaliar o papel de Bakun. “Ele fica num limbo historiográfico, pois não é acadêmico e tampouco pode ser classificado como moderno”, argumenta a curadora diante das cinco pequenas telas que introduzem o visitante no universo do pintor, paisagens paranaenses que ignoram os mandamentos da perspectiva renascentista para construir uma dimensão espacial própria, em que a visão panteísta de Bakun revela o avesso da natureza. 

E esse “avesso” é a própria alma de bosques e lagos pintados como projeções de um mundo sagrado. Místico, o pintor passou a vida divorciado do mundo concreto. Filho de emigrantes eslavos, aprendeu o ofício de alfaiate, mas não seguiu na profissão. Aos 17 anos, ingressou na Marinha e, em 1917, foi transferido para a Escola de Grumetes no Rio, onde conheceu e ficou amigo de Pancetti, que o incentivou a pintar. Ao cair do mastro de um navio, foi desligado da Marinha e passou o resto da vida arrastando uma das pernas. Para sobreviver, em sua volta a Curitiba, virou fotógrafo lambe-lambe e pintor de letreiros. Nos anos 1950 a situação melhorou um pouco – é a época mais produtiva do pintor. Mesmo assim, sempre viveu modestamente e, no fim da vida, sua situação era mesmo precária.  

Hoje, o interesse do mercado pela obra de Bakun cresce e o faz reviver. Há controvérsias sobre as pinturas do último período, que traduzem a visão animista da natureza em forma de espíritos formados por nuvens, ondas e o movimento das árvores, levando alguns críticos a identificar nessas telas uma adesão ao surrealismo. Em todo caso, Bakun foi, sim, um homem de fé, mas profundamente desesperado – o que pode parecer paradoxal, mas não se considerarmos o caso de Van Gogh na pintura e o de Flannery O’Connor na literatura. 

 

Contemporâneos em diálogo

Dois pintores que integram a exposição dominada pela pintura de Bakun se destacam na mostra pelo diálogo íntimo com sua arte, embora não fossem próximos: Volpi e Guignard. Para ambos – e também para Bakun – vale a máxima de Cézanne, para quem a arte opera um milagre, justamente “o de transformar o mundo em pintura”. Mesmo sem comungar da mesma crença de Bakun numa dimensão sobrenatural, Volpi e Guignard, assim como Cézanne, ao transfigurar a paisagem, operavam igualmente esse milagre. Não restituíam a aparência do mundo visível na tela, mas, como disse Merleau-Ponty a respeito de seu conterrâneo pintor, anexavam a parte do invisível percebida de forma oculta pelo artista. 

As paisagens dos anos 1940 de Volpi e Guignard, reproduzidas ao lado, são exemplos de uma certa ausência que, paradoxalmente, enche os olhos do espectador como uma experiência numinosa, misteriosa. Em Bakun, até a figura humana surge amalgamada à paisagem, afirmando a plenitude dessa imagem que não está no mundo, mas se revela por meio da pintura de um gênio

 

 

Fonte: ESTADÃO Cultura

 

 

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'Abaporu' era entrega de Tarsila para o Oswald, diz sobrinha-neta

por Ana Weiss

 

Curadores costumam se queixar muito da participação de herdeiros na organização de legados na arte. Isso não parece acontecer com Tarsilinha do Amaral, sobrinha-neta da pintora de quem herdou também o nome, e responsável pela administração do legado da artista-símbolo do Modernismo. A exposição Tarsila Popular, em cartaz no Museu de Arte Moderna de São Paulo (Masp), reúne 120 obras de fases diferentes da artista. Uma articulação hercúlea entre instituições do mundo inteiro, o museu paulista e os outros mais de quarenta herdeiros que têm direito ao legado da criadora do Abaporu

À frente de um espólio avaliado como o mais valioso do país, há vinte anos Tarsilinha participa da montagem de exposições, acompanha de perto as ações de royalties que ajudam a financiar as (muitas) cessões de imagens para livros didáticos e outros materiais educacionais. No intervalo, vasculha pelos grandes armários das fazendas da família Amaral atrás de relíquias, como a foto de uma funcionária da fazenda que inspirou a criação de A Negra. Das gavetas e conversas de parentes mais velhos, reuniu evidências que levaram-na a acreditar que o Abaporu é, na realidade, um autorretrato feito pela tia-avó fez para presentear o marido, o escritor Oswald de Andrade, que escreveu o Manifesto Antropofágico em cima da tela pertencente, hoje, ao Museu de Arte Latinoamericana de Buenos Aires, o Malba – mas que voltou ao Brasil para a mostra do Masp. 

A seguir, a entrevista concedida pela herdeira a VEJA:

A crítica concorda com a sua tese sobre a origem do Abaporu? Nas escolas se ensina que a figura é a criatura do folclore que Tarsila evocou para resumir o ideário antropofágico. A Aracy Amaral (uma das mais importantes críticas da obra da artista) discordou por muito tempo, mas agora ela começa a considerar a minha tese. Tarsila pintou o quadro no auge da paixão por Oswald. O cabelo é exatamente o dela na época e a perspectiva é de alguém que se retrata nu em frente a um espelho inclinado, que era exatamente o que ela tinha em seu ateliê. Quando ele foi exposto pela primeira vez ainda não se chamava Abaporu – esse nome foi dado depois pelo Oswald e pelo (também escritor modernista) Raul Bopp. Tarsila chamou a obra de Nu, inclusive é esse o nome que consta no registro de sua primeira exposição. Era uma fase muito sensual da produção dela

Houve alguma informação nova, para que a possibilidade passasse a ser considerada pela crítica e incorporada à história da arte? Sim. Repare no pé da figura da tela. O segundo dedo é desproporcionalmente grande, muito maior que o primeiro. Olhei muitas, mas muitas fotografias com a Tarsila para tentar saber como eram seus pés, mas ela vivia de sapatos fechados, quase desisti. No entanto, minha irmã, que chegou a conviver com ela até a adolescência (eu não tinha 8 anos quando ela morreu), me contou que lembra exatamente desse segundo dedo grande da nossa tia-avó. Hoje eu não tenho mais dúvidas sobre a ideia original do quadro. Era uma espécie de entrega: dela mesma, para o Oswald, que foi o grande amor da vida dela. Tanto é que quando eles se separaram ela fez questão de ter a tela de volta. Ela deu um De Chirico (pintor surrealista já reconhecido na época) para ele em troca do Abaporu

Você reconhece que existe uma supervalorização do Abaporu em relação a outras obras da artista? Sim, acho que a obra ganhou esse contorno icônico justamente por causa da sua história. Porque, se formos avaliar, a Antropofagiatem A Negra e o Abaporu dentro dele, e não tem metade dos holofotes do Abaporu sozinho.

 

Fonte: VEJA 

 

 

 

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SP-Arte 2019: com galerias e exposições, cidade respira arte

por Eduardo Gayer, especial para o Estado 

 

Quatro dias dedicados a conectar artistas, obras, galeristas, museus, colecionadores e apreciadores de arte. Assim será a SP-Arte 2019, que chega à sua 15.ª edição. Voltado ao mercado de arte, mas aberto ao público em geral, o evento será realizado entre esta quarta-feira, 3 (para convidados), e domingo, 7. O maior festival de arte da América Latina, em 2019, bate recorde: reunirá mais de 2 mil artistas e 164 expositores brasileiros e internacionais, nos 27 mil metros quadrados de área do Pavilhão da Bienal, em São Paulo. Visitas guiadas ajudarão o público – estimado em aproximadamente 37 mil pessoas neste ano – a explorar todos os andares da feira. 

“Ao longo de seus 15 anos de existência, a SP-Arte ampliou sua missão e colaborou com a profissionalização do mercado e a expansão do colecionismo no Brasil”, afirma Fernanda Feitosa, diretora e fundadora do festival. Segundo ela, mais do que inserir novos artistas na cena artística mundial, a SP-Arte tem papel de fomentar a cultura no Brasil. 

São esperados curadores, colecionadores e diretores de grandes museus. Entre as galerias confirmadas, estão as estrangeiras David Zwirner, de Nova York, a Neugerriemschneider, de Berlim, e a Lisson, de Londres, além das nacionais Almeida e Dale, Luciana Brito e Bergamin & Gomide, todas de São Paulo. Obras de artistas famosos como Anita Malfatti, Alfredo Volpi, Cândido Portinari e Di Cavalcanti estarão expostas nos estandes – e, claro, à venda para os interessados. 

Poderão ser encontrados na SP-Arte artistas previstos para participar da 58.ª Bienal de Veneza, um dos maiores eventos de arte do mundo, que ocorre em maio. Entre eles, Bárbara Wagner & Benjamin de Burca, dupla que representará o Brasil no evento italiano, no estande da Fortes; bem como, no acervo da galeria Lisson, trabalhos de Laure Prouvost, representante da França na Bienal.  

Para além das galerias de arte, a SP-Arte expandiu o número de expositores de design, setor que também incorpora processos e questionamentos do fazer artístico. “É uma tendência no exterior. A fronteira entre arte e design está cada vez mais tênue”, diz Fernanda. De designers independentes às renomadas marcas Sollos e Louis Vuitton, tais galerias reunirão, inclusive, móveis assinados por Oscar Niemeyer, que também projetou o prédio que recebe o festival. 

A programação da SP-Arte também inclui um ciclo gratuito de debates sobre colecionismo de arte contemporânea. Todos eles ocorrerão no auditório do MAM-SP, que fica ao lado do Pavilhão da Bienal, dentro do Parque do Ibirapuera. 

Chamada Talks, a seção contará com a participação de colecionadores e diferentes especialistas, como Hélio Menezes e Lilia Schwarcz, do time curatorial da mostra Histórias afro-atlânticas, um dos destaques do Masp no ano passado. Diane Lime, do Valongo Festival de Imagem, é outra especialista confirmada. Experiências também poderão ser compartilhadas na iniciativa Meet the Artists, nova categoria de encontros entre autores para compreensão dos processos criativos das obras.  

Ocupar a cidade como um todo é mais um intuito do evento. Por isso, faz parte da programação uma proposta paralela, a Gallery Night, cujo segundo dia será realizado nesta terça-feira, 2, das 17h às 21h. Como um pontapé para o festival que ocorre no Pavilhão, galerias de São Paulo apresentam novas exposições, em horário estendido. Outros centros culturais também estão aproveitando o contexto da SP-Arte para lançar novos projetos. 

A edição da SP-Arte deste ano também conta com as já tradicionais seções Solo, Performance e Masters.  

Mercado. Ninguém compra uma obra de arte de uma hora para outra. “Os processos são longos e envolvem várias visitas a exposições e feiras”, revela Fernanda Feitosa. Sobre os efeitos da crise financeira, ela comenta que o mercado de arte não é imune às turbulências econômicas, mas apresenta comportamento diferente: é o último a ser afetado e o primeiro a se recuperar. “A crise é mais breve”, diz. “Além disso, grandes mestres da arte, como Pablo Picasso, nunca perdem valor de compra e venda.” 

Fernanda nota um amadurecimento do mercado de arte brasileiro. “Sem dúvida alguma, a SP-Arte teve um papel importante nesse movimento, que parece ainda ter muito a trilhar nessa direção", completa.  

SP-Arte 2019

Pavilhão da Bienal. Parque Ibirapuera, portão 3. Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n. 

4 a 6 de abril, das 13h às 21h; e 7 de abril, das 11h às 19h. Preview em 3 de abril (exclusivo para convidados). 

R$50. Meias-entradas a R$20. Gratuito para crianças de até dez anos.  

Mais informações no site oficial

 

 

Fonte: Estadão

 

 

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A maior Bienal de São Paulo em décadas traz obras de todo o mundo

por TOM C. AVENDAÑO

 

Cerca de vinte esculturas estão sobre uma mesa no enorme e branquíssimo edifício da Bienal de São Paulo e diante delas está o artista espanhol Antonio Ballester Moreno. “Meu avô era floricultor e escultor amador. Teve quatro filhas e uma esposa, e todas as suas esculturas são de mulheres ou meninas”, explica com algum orgulho. “Sem nenhuma pretensão de retratá-las, mas como forma de representar o mais próximo. E, através dessa representação, viver a vida”, finaliza. O caminho que levou o avô de Ballester Moreno da estufa até ser uma das centenas de artistas que serão vistos a partir desta sexta-feira, 7, na Bienal de São Paulo, a maior da América Latina, não foi tão longo. Antonio é curador de uma das sete exposições que compõem esta edição, a 33ª, e viu que as esculturas se encaixam perfeitamente nas reflexões que queria fazer sobre o senso comum. “O básico me atrai, o próximo: isso é o importante, a modernidade do telúrico”, aprofunda, enquanto passeia em direção a sua nova obra, um círculo feito de centenas de cogumelos entre representações do sol, da chuva e das árvores. “O básico necessita de algo para crescer”, acrescenta. Nos dias que antecederam a inauguração, foi a mais aplaudida da mostra.

Na verdade, o longo caminho foi o que levou Antonio Ballester, um dos artistas de maior projeção na Espanha, a assumir pela primeira vez na vida o papel de curador e fazê-lo na Bienal brasileira. E como ele, seis outros artistas de todo o mundo. Esse caminho na realidade tem um nome: Gabriel Pérez-Barreiro, o galego responsável por esta edição, que agora mesmo está sentado num pequeno banco no mesmo e enorme edifício. Ele passou os últimos 17 meses organizando esta edição e as últimas duas horas explicando como fez isso. “Era preciso mudar a Bienal para que continuasse sendo relevante”, admite, em sua primeira pausa depois da longa entrevista coletiva em que detalhou para a imprensa de todo o mundo as muitas mudanças que fez no formato. “As pessoas têm de querer vir. A Bienal de Veneza, por exemplo, é feita para turistas, não para venezianos. Bem, Veneza quase já não tem venezianos na realidade. Mas isso tem de funcionar de outra maneira. Ser relevante para os artistas é um adicional, e aqui se cuida disso, mas é o momento de atrair as pessoas. A arte contemporânea já possui muitos mecanismos de autoexclusão.”

Essa lógica levou Pérez-Barreiro a mudar radicalmente a mostra com poucas decisões. A principal: abdicar do poder absoluto que a Bienal dá aos curadores nesses sete artistas, para que cada um deles crie sua própria exposição. Os sete artistas se dividem em um terço de brasileiros (Sofia Borges, Waltercio Caldas), outro de latino-americanos (Alejandro Cesáreo e Claudia Fontes) e outro de artistas de todo o mundo (Ballester Moreno, Mamma Anderson e Natasha Wura Ogunji). Juntamente com suas exposições, existe uma de Pérez-Barreiro. No total, 103 artistas e 600 obras. É a primeira vez em décadas que o formato da Bienal é alterado e o resultado foi a maior edição que se recorda.

É também a mais eclética. É possível ir da Escola de Vallekas (na exposição mais elogiada, a de Antonio Ballester), a performances que duram horas, a fotos de indígenas. É possível ver Lhola Amira, uma artista sul-africana que lava os pés daqueles que têm vínculos com índios ou escravos negros no que parece ser uma performance. “Não é nada disso”, nos repreende com severidade. “É uma aparição, que faz parte da tradição sul-africana de produção de conhecimento. Neste caso, procuramos a ferida original da terra em que estamos. No Brasil, a ferida não é escravidão, como muita gente nos diz, mas o genocídio indígena. Os ossos dos escravos estão enterrados sobre os ossos dos indígenas. E oferecemos a cura, lavando os pés.”

Das 600 obras, quase 200 estão na mesma exposição, A Infinita História das Coisas ou o Fim da Tragédia do Um, da brasileira Sofia Borges, de 34 anos, a mais jovem artista. É literalmente um passeio labiríntico através da morte, da vida, dos mitos e das transfigurações entre meias, entre fotos de máscaras gregas, fotos de um artista repintadas por outro e representações de mitos guaranis (“onde o número um é o mal e no dois, o guarani é ele e Deus ao mesmo tempo”, explica Borges com orgulho). Também inclui obras do Museu do Inconsciente, uma instituição com trabalhos dos pacientes de uma psiquiatra que na década de quarenta rejeitava a lobotomia e o eletrochoque e os fez pintar. “Passamos a vida procurando sentido mesmo sabendo que é impossível que nada o tenha. Queria contar uma tragédia e a contei”, vangloria-se Borges.

No entanto, Pérez-Barreiro insiste que o objetivo não é trazer obras para o pavilhão, mas pessoas que vejam a arte e especialmente a brasileira. “O mercado do Brasil é muito fechado”, lamenta. “Há muita arte, mas dentro de suas fronteiras. Não é mais a marginalização dos anos oitenta, mas ainda existem situações como quando um artista só se torna conhecido no exterior pela primeira vez quando tem uma cotação impossível. Agora, entre Adriana Varejão, Vik Muniz ou Beatriz Milhazes, há um enorme boom da arte brasileira no mundo, e isso é um novo paradigma.”

 

Fonte: EL PAÍS

 

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Circuito Ateliês Abertos: Visite estúdios coletivos na Vila Madalena!

 

Em mais uma edição do Circuito Ateliês Abertos, programação integrante da SP-Arte/Foto, os estúdios coletivos Ateliê Fidalga, Fonte e Vão – Espaço independente de arte abrem as portas ao público. Com apoio da Stella Artois, o evento acontece no dia 18 de agosto, sábado que antecede a Feira, das 17h às 22h. Obras prontas e projetos ainda em execução podem ser observados nos bastidores dos artistas.

Como parte das atividades do Circuito, um bate-papo sobre residências artísticas acontece no Ateliê Fonte, às 18h. Participam do encontro Lourdina Rabieh, da Kaaysá Art Residency, Albano Afonso, Ding Musa e Sandra Cinto, da Residência Paulo Reis (Ateliê Fidalga), Marcelo Amorim, da Residência Fonte, Cinthia Mendonça, da Silo – Arte e Latitude Rural, e Roberto Unterladstaetter, da Residência Kiosko, na Bolívia.

O Ateliê Fidalga apresenta ainda duas exposições: a coletiva “Apagamentos”, com trabalhos de Albano Afonso, Carla Chaim, Carlos Nunes, Carolina Cordeiro, Ding Musa, Julia Kater, Leka Mendes, Luis Telles, Henrique de França, Ricardo Barcellos, Otavio Zani e Sandra Cinto, além de “Memorabilia”, individual do artista Eric Frizzo Jonsson.

É possível fazer o passeio a pé entre os espaços, que se localizam próximos uns dos outros, na Vila Madalena (zona oeste de São Paulo).

 

Circuito Ateliês Abertos
Sábado, 18 de agosto
Das 17h às 22h

Ateliê Fidalga
Rua Fidalga, 299
Ding Musa, Felipe Cama, Leka Mendes, Luis Telles e Otavio Zani
Coletiva “Apagamentos” e individual “Memorabilia”(Eric Frizzo Jonsson)

Fonte
Rua Mourato Coelho, 787
Marcelo Amorim, Nino Cais e Simone Moraes
Bate-papo sobre residências artísticas às 18h

Vão – Espaço independente de arte
Rua Mourato Coelho, 787
Ivan Padovani, Maria Fernanda Lopes, Maria Luiza Mazzetto, Ricardo Barcello, Silvia Jábali, Susy Miranda Aziz, Thais Stoklos e Walter Costa.

 

Fonte: https://www.sp-arte.com/foto/noticias/circuito-atelies-abertos-visite-estudios-coletivos-na-vila-madalena-2/

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