Lídia Costa

 

Natural de Mogi das Cruzes/SP,  bacharel em Comunicação Social e atua nas Artes Visuais desde 2000, sendo a pintura, o desenho, e a performance,  as principais  linguagens  da sua  construção poética.

Seu repertório é marcado por elementos simbólicos e de caráter genuíno, não se prendendo às reproduções realistas das coisas do mundo e suas aparências, ao contrário; suas obras revelam uma verdade subjetiva, assim como, sua técnica está a serviço de uma sensibilidade estética e, de um temperamento que não se contenta com a superfície das coisas e da vida.

Participa de exposições no Brasil,  e teve suas obras expostas na cidade de Palma de Maiorca, Espanha. Suas obras contemplam acervos particulares no Brasil, Espanha, Alemanha, EUA e Itália.

Interiores, Papirus, Humano-Cerne, Sintoma, Relevo e Arvoredo  são produções performáticas e de vídeo arte  apresentados em espaços públicos e independentes como:  Vão Livre do Masp, Centro Cultural Rio Verde, Parque da Imigração Japonesa, Instituto Butantã, Parque Leon Feffer,  SESI e Casarão da Mariquinha.

Como Arte Educadora, foi orientadora de técnicas artísticas e artesanais no Sesi de Jundiaí, e posteriormente  foi mediadora cultural no Sesi de Suzano.

Atualmente mora e  produz em sua Casa Atelier, é atelierista na Ong Jabuti Prema e também professora no Centro Dia para Idosos em São Miguel Paulista/SP.

 

Texto Crítico sobre a Série Antropomorfose

As linhas antropomórficas de Lídia Costa fazem deslizar o nosso olhar para uma arte produtora de subjetividade, já que se faz e se ocupa do movimento, da zona do entre e das passagens, agenciando assim um desenho que se apresenta de maneira múltipla, onde ao mesmo tempo em que visa sua integração e unidade, extrapola tal finalidade ao se fundar e fazer brotar um corpo outro.

Por antropomórfico compreende-se aquilo que apresenta semelhança de forma com o corpo humano. Nesta série de desenhos, tal semelhança emerge do objeto árvore, emblema do orgânico e de uma ética-estética que acompanha o repertório da artista ao longo dos anos, investigando aquilo que há de vivo no suposto inanimado e despontando  num animismo orgânico que perpassa o humano pela relevância da mulher – e porque não dizer também: auto-retrato da artista que se desloca de qualquer discurso auto-referente, utilizando assim de seu testemunho enquanto matéria da “mulher que é” para investigar o feminino na natureza e certo hibridismo do lugar deste no mundo.

Daí, brota-se um corpo.

É interessante notar nestas obras como o corpo não se reduz e nem necessariamente se unifica na mulher (ainda que também advenha dela). Este corpo descentra-se para dar lugar à estas novas corporeidades orgânicas, assumindo seu paradoxo. Trata-se um estado vegetativo que não induz ao estático, mas ao brotar, ao eclodir, vegetal-vida que concebe a mulher como abertura e não um receptáculo passivo do mundo. Uma árvore nunca está parada no tempo e no espaço, ela possui atividade, sexualidade: copula, germina, cria.

Quando se observa estes desenhos, somos tomados por tal contemplação movediça. Côncavo e convexo tramam a imagem, não importando se um ou outro, se dois fazem um, ou um fazem dois, mas o que se releva e revela é originário da subjetivação de um novo corpo, de uma nova mulher, de uma nova árvore – que aqui nestes desenhos se tornam o mesmo: um ser-vivo outro, histórico, autoral, estranho, familiar, orgânico e feminino.

Juan Salazar - Psicólogo, Psicanalista e Acompanhante Terapêutico.

 

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